6. OS LUSTRES E O DOCEL DO PÚLPITO são do séc. XVIII (1790). Os lustres são do Mestre José Joaquim do Espírito Santo e o docel é do entalhador Estêvão Teixeira de Nóbrega.
 
           6.1. O Púlpito faz parte de uma das muitas obras dadas por D. Manuel. Encontra-se construído na nave central, no lado do Evangelho (composto por púlpito propriamente dito, a coluna que o sustem, a escada e o docel. O púlpito foi esculpido numa valiosíssima pedra da Arrábida, inteiriça, medindo 1,20m de altura e 1,07m de diâmetro.

               É cilíndrico e muito sóbrio no que respeita à ornamentação, possuindo apenas uma cintalisa, com 10 cm de alto, na parte superior, outra com 30 cm na inferior e entre estas, um troço de coluna ornamentado por estrias helicoidais. A coluna que sustém o púlpito tem um meto e setenta e cincocentímetros de altura.

                 A base é formada por uma única pedra com 15 cm de alto, recortada por seis lóbulos, que correspondem às seis estrias da base da coluna. A coluna compõe-se de fuste e capitel, tendo a primeira 40 cm de alto e sendo estriada como o capitel. O fuste tem 88 cm de altura, é cilíndrico e está ornado por estrias helicoidais. A escada tem 8 degraus e é maciça.

                  O corrimão é formado por um pequeno muro. No exterior da escadaria estão esculpidas, além de vários "RR" duas cabeças, sendo uma coberta por um chapéu quinhentista, tida como o retrato de Gil Enes, pedreiro Mestre da Sé, e a outra como figura do diabo, por ter orelhas de burro e beiços muito grossos. O docel é mais recente. Este púlpito é considerado o mais belo de toda a Diocese do Funchal.

© Catedral do Funchal - Pe. Ignácio F. Rodrigues